quinta-feira, março 06, 2008

Maldade por Ignorância

O Homem é mau por natureza, diziam autores como Hobbes. Porém, por natureza porquê? Por natureza, somos bons, dizia Confúcio. Por natureza individual, de alma não corrompida, o pacifismo é, realmente possível. Porém, o convívio como outros seres humanos vem arruinar esta teoria, como o segundo confirma e o primeiro teoriza.
Os nossos quereres estão escondidos no mais recondido do nosso inconsciente, por vezes escondidos de nós próprios o que nos levará a ter atitudes que nem nos compreendemos. Como poderemos esperar que outros compreendam algo quando muitas vezes nós não o compreendemos por nos próprios? A questão a colocar não será esta, mas como queremos que os nossos quereres sejam tomados em conta pelos outros para que o sentimento de raiva e de injustiça não seja despoletado dentro de nós? Pois a resposta é comunicação. Comunicação que muitas vezes não existe, aliás, por isso se inventou o vocábulo “segredo” ou “escondido”, porque haverá sempre alguma coisa que não conseguiremos transmitir pelos métodos comuns da comunicação.
Ora, se não conseguimos compreender muitos dos nossos quereres nem conseguimos transmitir alguns dos quereres que compreendemos e sabemos existir, então que raio estamos a fazer interagindo como outros? Sabemos da frustração que nos poderá causar porque eles não compreendem, mas mesmo assim convivemos. Sabemos que temos segredos nossos que poderão corroer essas relações mas mesmo assim arriscamos. Sabemos que não poderemos transmitir alguns desses quereres porque não temos os mecanismos (ainda. Algum dia a telepatia irá substituir a telecomunicação de qualquer forma) para tal.
Se não podemos conviver porque isso nos vai corromper a tão anunciada pura natureza humana, porque o fazemos? Por ignorância. Por mera insistência de cego. Por simples… curiosidade de imbecil.
Nuno de Sá Lemos

sexta-feira, novembro 02, 2007

A natureza estragada do ser humano:

Se somos maus por natureza, porque nos ensinas o bem? Perguntou-se um dia alguém que procurava resposta para o combate interno que se mostra a vida. Nicolau Machiavelli confirmou-o, politicamente dando o príncipe como uma figura necessariamente má caso esta quisesse sobreviver e fazer os submissos sobreviver. Toffler deixa a mesma natureza maléfica subenetendida nas suas obras, adaptando os ensinamentos de Machiavelli ao mundo contemporâneo. Todos o dizemos quotidianamente! Então, porque continuamos a ensinar o bem, porque continuamos a passar a lição de que tudo acabará bem, tudo tem um happy ending, quando se sabe à partida que esse mesmo bem e happy ending vai intrometer-se (nem que seja minimamente) com o bem que os outros querem para si? O intercruzar de interesses é que faz do Homem um ser naturalmente maléfico. Imaginemos: não existiam lutas; cada um conseguia ter tudo aquilo que quer ou precisa; todos conseguiríamos viver em paz e sossego sem que interferíssemos nos interesses de terceiros e sem que estes se vissem obrigados a interferir nos nossos interesses. Deixar-se-iam portas abertas para a felicidade de todos.

Porem, não acontece no mundo de hoje. Numa sociedade em que Alonso e Hamilton, consagrados (o primeiro mais que o ultimo) corredores de formula I mundial, sao pagos para porem as inimizades de parte e filmarem um vídeo publicitário que retrata essa mesma inimizade sobre forma de competição saudável, não seria de esperar outra coisa senão essa: o individualismo. Não faço apelos por sentimentos de altruísmo (o outro, o outro, o outro) falso ou conveniente para a imagem (o que se passa igualemente nos dias de hoje, quando vemos príncipes/ princesas, actores/ actrizes, chefes-de-estado, pegar numa criança africana desfavorecida e prometendo uma vida melhor vida daqui para a frente. Consigo imaginar a criança e pensamentos que lhe passem pela cabeça: dai-me o rebuçado e ponha-se a andar…o que por acaso corresponde à ideia da pessoa que a está a pegar…), já que o mesmo dificilmente existirá ou existiu na sua forma mais pura e agradável de se ver; mas pedir-se-á que as pessoas tomem tempo para pensar no que estão a fazer, de forma individualista extrema (eu, eu, eu), para que, por vezes, o cumprimento dos seus fins não o beneficiem somente a si, mas que cheguem a não prejudicar os outros. Provavelmente, um retiro para a vida campestre, passar um mês isolado do mundo e qualquer espécie de contacto com o moderno seria a solução: teriam mais tempo à introspecção da qual tanto estas pessoas necessitam. Ou senão, encontre-se um psicólogo profissional – sai mais caro – que os ajudem a cumprir essa task of a live time (because we don’t have a second…).

Antigamente, tinha-se mais tempo a pensar, não era uma espécie de privilégio garantido a alguns que o compraram por elevadas quantias de dinheiro, ou de outros que tudo da vida abdicaram. Antigamente, não havia tanto ruído, não havia tanta informação desinteressante que passava pelo filtro encefálico com carta branca para baralhar as nossas ideias. Antigamente, as pessoas conseguiam tirar conclusões e com elas viver positivamente, aplicando-as ao mundo (até ao momento em que uma dessas conclusões muda o mundo para sempre, como aconteceu). Basicamente, antigamente as pessoas conseguiam tempo e calma para pensar sobre a felicidade e com os outros males viver ou coexistir.

O interesse, pelas necessidades de hoje, é a base de todas as relações pessoais e profissionais. Enquanto estes chocarem – e isto acontece porque uma das partes não está conciente do choque e a outra tem e compreende as razoes para o impelir destes – e não existir cooperação ao invés, então a bomba vai cair sobre o mundo… e não vai haver rede de salvação para alem dos damage control.


Nuno de Sá Lemos

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

O prazer de uns...:





Uma noite, provavelmente, um dia, na verdade
Hei-de entrar nesta irmandade,
Que te existe…
Nesta pequena e secreta união
Que cravaria os nossos corações
Com um simples arranhão.
Qual masoquismo…

Um dia, mas tendo mais para a noite
Eu vou-me deixar do que me dá açoite
Na cara quando me aproximo de ti
E depois, em minhas espaldas, se ri

Uma manhã, qualquer uma delas,
(Desde que fria e solitária)
Conseguirei ser eu mesmo…
Para que não sejas tu mesma?
Ou actuar o que me não é
Para ver como o teu eu,
O que o outro Senhor te deu,
É…,
Naquele dia em que se fez luz
Na total claridade…

Vai gozar com outro, mulher,
E vem a mim!
Deixa-te disso!
Inconsciente, tu és!
Não percebes que a nossa batalha
Já foi perdida por uma gralha!
Em vez de sofrermos Juntos com a mesma,

Tentas corrigir o tempo…



Nuno de Sá Lemos
07/02/2007

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Envidia!!!


Envidia, ou inveja, é o sentimento mais complexo que o ser humano pode experimentar. Primeiro ponto, ha que distinguir dois tipos de inveja: a positiva e a negativa. A positiva nunca poderá afectar terceiros, mas so beneficiará sempre a origem dessa inveja (em poucas palavras, "primeiro eu, depois tu e tu"). A negativa poder-se-á chamar de variadas maneiras, umas mais calão outras técnicas.
A critica destrutiva é feita com o proposito, nao de apontar uma falha ao outro (podendo mesmo nao ter qualquer gralha a completar; nao falo do ser humano, ja que ninguem e perfeito, mas sim da materialização possivel deste sentimento), mas de o destronar do pulpito ou desnivela-lo, com o fim de se sobrepor (mais uma vez, aponto variadas maneiras de alguem se sobrepor sem ser deitando abaixo outros).
Uma atitude de coacção que nao permita o individuo de prosseguir o que pretendera, para que o unico candidato a esse "posto" seja o "eu", para que o unico que possa ser apresentado como soluçao final seja o meu "eu", e nao o do outro, melhor em muitos aspectos. Ameaças, censuras, agressão (fisica), etc, sao todas maneiras atraves das quais alguem poderá manifestar o pesar pela sua inferioridade, por isso tendo que destruit o outro.

Agora se me perguntarem de que que eu estou envolto neste maravilhoso e estupefaciente pais será, sem duvida alguma, a segunda hipotese. Quem detem o minimo de poder nas maos, nao hesita em tudo fazer para o manter e renovar/ fortificar. Nao consigo compreender porque eh que esta gente(!) traz para uma vida supostamente real os conceitos, neste caso, economicistas (como a escolha racional, que afirma a satisfaçao de todos aqueles que garantirão a sua ascensao, e o ignorar/ desmantelar daqueles que mais cepticos se mostram quanto as suas capacidades). It isn't supposed to be like that. A ajuda nao chega para ninguem, porque a ajuda que damos eh uma auto ajuda...em tudo o que fazemos vemos uma indirecta relaçao com o que nos perseguimos, ou senao nao veriamos razao para o fazer. Quando pensamos estar no aureo momento do nosso dia, nao temos quem nos vah dar uma palavra de amizade, mesmo aconselhando para por os pehs no chao e nao me deixar flutuar out of reality. Pelo contrario, ha mais os que vêm o sucesso do outro como imerecido e mal designado, já que o que é bom nele devia ser "meu".

Nao percebo, no resto do mundo nao deve ser assim tao mau. Como eh que nos deixam viver nele?


O navegador Portugues chega ao peh do jovem pescador goaano e pergunta-lhe se nao tem medo que os caranguejos lhe caiam do balde, ao que este responde: "Nao. Felizmente sao Portugueses: quando um de baixo tenta sair, os outros começam a empurrá-lo para baixo"...

Nuno de Sá Lemos

20/12/2006

segunda-feira, novembro 06, 2006

Laisser Passer





A felicidade não esta no que fizemos
Mas nem no que faremos
Com o que poderemos fazer...
Essência dum mero “olá”,
Dum rasgado sorriso daquela pessoa,
Dum maroto olhar do que desconheces,
Dum inesperado beijo,
Dum toque no braço quando do beijo,
Dum respirar sobre o teu pescoço,
Dum nascer do sol acompanhado,
Dum pôr-do-sol sozinho,
Dum poema escrito na memória,
Duma escuridão azulada,
Dum fado chorado
Ou dum amor inventado...

Pensei-me em tudo isto,
Lembrei-me que, sim,
Fez-me Feliz...
Mas não mo chegou.
Provavelmente da próxima vez
Vou agarrar esse momento,
Prolongá-lo,
Esticá-lo,
Abraçá-lo,
Cheirá-lo, olhá-lo, senti-lo
Bastante melhor do que a primeira vez,
Porque, se já foi uma Felicidade tê-lo dessa,
Melhor ainda quando tentamos desconhecê-lo
De maneira (mas que maneira!) prolongada.
Qual fraqueza!

Felicidade é aquilo que não temos
Nem conseguimos reconhecer
Quando nos apercebemos...
Felicidade é agradecer
A ignorância que é herança
Nossa ao cair do anoitecer...




Nuno Loureiro

quarta-feira, outubro 18, 2006

Razão?!..Não, é o frio coração...


Solidão gelada...

Solidão do frio,
Conforto do gelado,
Incómodo do toque,
Para o lado meter,
Mas nunca acabar de esconder...

O que sentes, ninguém percebe..
Ninguém persegue
Mais o que te sucede...

Dentro da alma,
Lendo-te a palma,
Foiçando a tua calma,
Chego eu, qual possuido
Pelo meu ego mais conseguido.
Qual enfermo,
Que te poe termo,
Ao mais estafermo
Sentir de cerdo!!!

Chego a tua cor à minha...
Perdes o porfavor
Para findar o pavor,
E começas ao tacto...
Sabe-me a baunilha
Do teu cabelo
Aquilo que tu partilhas,
Aquilo de teu mais belo...

Procuram mais por ti,
Nada fiz para estar em ti...
So te percebem...
Eu não compreendo ninguém.

A tacanhez
a fantástica pequenez
deste nosso povo burguês
consegue esperar pela vez
do teu latir português...

Ah!...posso te pedir,
Mas não é sincero...
Posso te "perseguir",
Mas não é porque quero...

É porque há o que mande.

Nuno de Sá Lemos
18/10/2006

domingo, setembro 24, 2006

Baile divino...



Aparecem com desejo de dançar.. Muitas olham-nas de lado como que de esguelha para um grupo de mendigos.
Mas vêm do céu, são mandadas de cima e nada mais querem senão dançar para todos. Caem de todas as maneiras e formas, pequenas ou grandes, finas ou grossas, rápido ou furiosamente atingem o solo ou quem tiver a sorte de com elas ser atingido. São carregadas pelo vento, como cria a ser levada a colo para o seu destino, no percurso da sua vida, pela sua mãe. Efectivamente, é a sua mãe que quer que as vejam dançar...é a sua mãe que as traz para serem vistas por todos.
É a nuvem do céu e suas soltas lágrimas de consolação, de ablação, para o mundo. Eu, ouço o seu chamamento à atenção. Perto, só eu o correspondo, por curiosidade; não por ignorar que se passa, mas esperando uma novidade nessa dança, apesar de, à partida, ser sempre igual. Vou buscar o meu guarda-chuva, como que não querendo ser purificado, como que mal agradecido por estar nesta dadiva do mundo. Vou para a varanda do meu quarto, com o meu cigarro na mão, e abro a porta. Uma lufada de ar refresca-me a alma. Acendo o cigarro, abro o guarda-chuva e saio porta fora. O som da chuva a lamentar irada batendo contra o chão, o cheiro que porporciona à sua mãe-terra - um cheiro de beleza incontrolavel, um cheiro hipnotico, um aroma perfumado, de terra limpa, pela furia das lagrimas -...absolutamente prosaico. Não consigo controlar-me e uma lagrima escorre-me pelos olhos. Nesse momento, uma outra lufada de ar atinge a agua que cai do ceu e a minha cara. As gotas divinas começam a ir contra mim, querendo tirar-me do caminho pra alguma coisa. Ai percebi, que se dirigiam para a janela do meu quarto. Batiam nela, não já com a furia com que batiam no chão, mas com a gentileza de alguem que bat e à porta às três da manhã para não acordar o seu habitante. Só isso já me comoveu, Então, de seguida, começam a escorrer pelo vidro, dançando suavemente pela transparência, deslizando propositadamente devagar, na sua maneira altiva de cair alternativa.
E sorrio....qual coisa mais bela, do que ter à minha janela um recital em movimento, que recusado por outros, "vem dançar só para mim"...
Nuno de Sá Lemos

quarta-feira, setembro 20, 2006


Receio? Medo de quê?!

Medo das pessoas, é esse o meu maior medo. Completamente imprevisiveis, absolutamente premeditantes... Paradoxo das situações que partilhamos com outras pessoas. O contexto em que uma pesso ase tende a inserir terá enorme influência no comportamento da mesma parea connosco. Já não falo de uma possivel variação da toillete, mas uma mudança de humor. Quer dizer, como tal, que teremos todos a tendencia para sermos emocionalmente aleijados, numa expressão técnica que demonstra perfeitamente o que quero conotar com a situação.
Não, seguramente não somos aleijados, nem psico nem fisicamente. Temos aqui um excelente exemplo de uma a resposta fléxivel, expressão utilizada por Kennedy, na Kennedy Round, durante a Guerra-fria. Por palavras mais compreensiveis, se a, no seguimento do exemplo, URSS resolvesse efectuar um ataque aos EUA ou a qualquer outro aliado, este ultimo agrupamento de Nações teria que ter em conta todas as variaveis do contexto e das dimensões em que se deu essa ofensiva. Isto é, responder consoante os estragos.
Ora, nós respondemos ao ambiente consoante a situação em que nos inserimos no momento da decisão. Assim, num baile de gala teremos uma comunicação bastante mais solene para com os convidados, provavelmente, usaremos um fato completo ou vestido de noite, e manteremos a pose durante o evento; já num forró de aldeia, qualquer vestimenta servirá para nos sentirmos bem, qualquer linguagem calão ou pronuncia é bem-vinda, interessando somente se nos estamos a divertir. Aqui temos expressa a maneira como somos maleaveis consoante o espaço em que nos inserimos, ou escolhemos inserir: um espaço serve para nos pavonearmos, digamos; enquanto que noutro estaremos bastante mais libertos para a diversão.
Mas serão poucas as pessoas que conseguem conjugar ambos, e muitas as que aparentam tal capacidade. Aqueles que não suportam um baile de gala só quer sair dali para ir beber uma cerveja a qualquer sitio, outro, com uma tradição de convivio social mais pacato e integro, encolhe-se num canto para que ninguém o reconheça, para que ninguém o incomode ou dirija a palavra, para que ninguém o ameace.

Temos, assim, que escolher uma de duas hipoteses: ou nos habituamos a ambos os ambientes e tentamos estar bem em ambos; ou somos selectivos e picuinhas ao ponto de não ter um verdadeiro convivio com as pessoas. Ou, sejamos condescendentemente divertidos, ou limitemo-nos o meio em que nos inserimos. Como já referi, trata-se de uma selecção de critérios, nada mais...trata-se de uma selecção de pessoas.
O ambiente que nos rodeia é constituido, logicamente por outras pessoas. Pessoas "escolhidas" por nós, e, consequentemente, num dos momentos desagradaveis que retratei, penetras na nossa saúde mental. No último caso, a sanidade da pessoa dependerá da sua força de manter a pose e capacidade de condescendência aceitável.

Treinemo-nos desde cedo, porque são mais os momentos em que estão presentes pessoas que nos "assustam" do que aqueles em que não é necessário grande esforço mental para nos sentirmos bem :)...


Nuno Loureiro

terça-feira, setembro 19, 2006



Ódio por ele? Não...
Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo d’outra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena.
Florbela Espanca

quinta-feira, setembro 14, 2006


A vida prega das suas surpresas, como vocês todos já devem, obrigatoriamente constatado. A morte, sim, é certa. O momento em que ela chega tornar-se-á sempre uma autêntica inxógnita, mas nunca nos surpreende, já que tem o trabalho de nos demonstrar a sua solene presença.
Agora, se é, por vezes uma desgradável surpresa, então que podemos fazer? Penso que a mais correcta solução é não nos distrairmos nunca (!), mas, pelo contrário, prepararmo-nos para ela.

É extraordinaramente fácil um dizer estas coisas, mas quando a surpresa nos bate à porta e nós estamos de pijama, é porque não a esperavamos, or else, teriamos mais decentemente preparados para essa visita.
Pois lá está, a graça desta palavra e deste fantástico evento será portanto a porcaria do facto de ser uma surpresa. Agora não podemos prever...mas porquê? É pedir muito, é pedir as mãos de Deus para moldarmos a vida de alguém, a nossa.
Temos que aceitar o facto, por exemplo, de a nossa mulher nos trair, de o nosso sócio fugir com o nosso dinheiro, de o nosso melhor amigo deixar de nos falar de um momento para o outro. É assim a vida, e quando não esperamos a surpresa, mais vale estarmo sempre de smoking, porque a surpresa sempre aparece.
E pronto, não vos estou a dizer nada de novo. A unica surpresa é que eu pensava estar preparado para a surpresa quando ela me apareceu a acordar-me de manhã. Moral da história: dorme sempre de fato!

Que raios.......

Nuno de Sá Lemos

quarta-feira, setembro 13, 2006

amor na escura penumbra...

Imagino-me, vejo-me pegar nas tuas mãos como penas que o bafo de Verão levanta na noite mais quente do ano. Beijo-te o pescoço, com o maior do carinho que alguma vez beijei alguém, e com os lábios acaricio-te suavemente o suave e macio pescoço... sinto um arrepio a percorrer o teu corpo e a passar para o meu....estamos ligados um ao outro.
Passo a mão pela tua cara e sinto os pesarosos momentos da vida nele cravados. Um sorriso teu vem contrariar tudo o que este gesto me disse, mostrando felicidade de alguém que se escondeu do mundo, que refugiou o coração no corpo para que ninguém o pudesse despedaçar. És feliz nesse momento, porque me dás esse prazer de chegar ao teu interior e tocar-te com toda a violência a tua alma. Cravo nela o meu amor por ti, como pintura rupestre levada pelos ventos da história até às civilizações de hoje.
Os teus lábios tremiam. Procurando acalmá-los, ósculo sagrado. bem-dito momento em que Deus criou o beijo, bem-dito momento em que, na sua pureza de ablaçao, consegue uma das suas maiores obras-primas sem nunca sequer ter experimentado a dor de o ver escapar quando termina para sempre. Qual pintor que não vê arte no seu quadro, porque não sente.
Os teus olhos, de um azul de meter inveja a todos os azuis do mar e do céu, são motivo de revoltas entre os Homens. Contorsem-se de raiva quando se apercebem qua a mais bela materialização da espectaluradide da Mulher é-lhes algo interdito de tocar e sentir com o Espírito. Mas eu, nessa noite, brinquei com eles ao brincar contigo. Olhavas para mim mas eu tentava-me distante para te forçar na busca desse contacto, que, sabes (!), me levaria à perdição.
Escapo dessa tentação...mordisco a tua orelha e sinto o teu gemido de não sabes bem porquê. E nesse instante, o teu sangue corre, como morto corre para a vida, como vivo corre para a morte. O teu pulsar torna-se no meu, mais uma vez uno. Então acaricio a tua nuca e digo, solenemente,:
- Boa noite.
...ao que tu respondes num mesmo rasgo de surpresa que toda essa noite seria:
- Boa noite...
Não era de maneira alguma uma despedida...mas a primeira vez que nos conhecemos.

Então a natureza entra numa exuberante vida própria: o vento deixaria de soprar numa tentativa de nos separar, nada nos vai separar; as árvores deixam de bater os galhos, para que as folhas, suas crias, pudessem testemunhar um verdadeiro momento de romance, o nosso romance; as flores e ervas desfolham num orvalho antecipado para refrescar o ar daquele intenso sentimento que se propagou, o amor que sentimos...

Custa-me descrever um momento que só acontecerá na escrita. Mas mais vale senti-lo a arranhar-me, distante, o coração, do que nunca senti-lo...

Nuno de Sá Lemos

sexta-feira, agosto 04, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de
verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem
uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.

Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se
uma questão
prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade,
ficam
"praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor
doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de
compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão
embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um
gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de
telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem",
tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a
tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um
cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é
uma coisa, a vida é outra.

O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o
intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da
tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada,
abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e
da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é
para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é
para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um
bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor
puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor
puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O
amor não se percebe. Não dá para
perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a
nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha,
não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é
necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o
que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor
é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o
coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das
mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é
ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.Não é para
perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e
não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas
mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
"Elogio ao Amor"
Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, julho 17, 2006

- onde é que eu te procuro, para além de em mim...?




"Amo-te..."...foi um engano. Adorava-te, sim, do fundo de todo o meu ser, do meu não existir sem ti. Adorava-te, de tal maneira irracional que confundi com o amar, sentimento esse que o nosso mundo hoje desconhece, por ignorância.
Esses casalinhos estupidos (perdoem-me os mesmos) de hoje. Não conseguem continuar sobre a adversidade. "É dificil", já ouvi essa historia, dizem uns deles. Mas nada na vida se mostra facil; como tudo, é somente facil ver o dificil. Olham um para o outro e não procuram um futuro em consonância, mas prosseguem uma prospeção a fazer, a encontrar uma falha qualquer que conduza ao mais belo e "facil!" exterminio de uma relação, acabar de um passado lembrado.
Não, não sabes o que é o amor, sei-o eu. Porque o senti, não por ti, não por mim...talvez por mim mesmo, pela minha vida contigo que tive de suportar, sem o corroer da alma que decidiste começar, sem fim à vista. Por isso, e muito mais, desculpa, tive que te matar; a tua existência teve que morrer em mim. Agora me parece inusitado, tudo o que nós fizemos, porque não conseguiste ver para lá do "sorriso".
Hoje, hoje não há amor. Há momentos de grande paixão. E a chama apagar-se-á com a mais leve das brisas, com o mais fraco suspirar de uma consideração indevida e sem objectivo; uma chama que nos correu na alma, mas que tu não deixaste chegar à fogueira do teu coração...que ninguém, digamos de passagem, esteve toa perto de queimar.
Sou dos poucos especimes desta raça, que "sobrevive" neste vale ventoso que é o mundo de hoje.
Onde é que está o romance? Tudo é uma ligação fisica, um depencia de outro para com outro para si mesmo. Onde é que está o romance? que me pode, que nos pode ajudar a ultrapassar a linearidade? Já não existem aventureiros, rangers da contradição, já não existem. Étudo fácil, tem que o ser. Mas, no meio disto tudo, onde é que está o romance?! se ninguém o procura...
Ninguém perceb, ninguém quer sequer perceber, porque não é algo explicavél. Simples e puro, na sua imensa complexidade, para quem o sente sem razão. Inconcebível, para os que nele pensam por demasia. É a minha teoria.
O romance do momento, deixemo-nos levar por ele, porque recusa cepticismos para com o quão exuberante ele é!
Onde é que está o romance? Não o procures, não o busquem, porque o não vão conseguir encontrar. Está dentro de mim, esconde-se, e não to vou mostrar.
Porque não te amo...





Nuno de Sá Lemos
17/07/2006

segunda-feira, junho 12, 2006

tu...



Para uma pessoa que muito me ensinou e continua a ensinar...para uma pessoa quem ensinei e gostava de continuar a ensinar...para alguém muito querido, apesar desse mesmo ter já me perdido dentro de si...para alguém que me tirou alguma da seriedade da cara e me fez sorrir sem motivo nenhum, ou por todos do mundo...para alguém que faz com que eu continue a respirar, ou não irei conseguir continuar a amar, quem quer que seja, a mim proprio...para alguém que nunca me abandonou, nunca me deixou, ateh eu largar-lhe a mão... para essa pessoa que é uma enorme pessoa dentro do humano que ela é...para essa pessoa que me ensino "a despertar com um sorriso na cara", que contagia todos em meu redor e contagia-me de volta...para alguém feliz que me consegue ver como eu nunca me vi ser ao espelho...para alguém que faz com o mesmo espelhoreflicta quem sou o que sou o que posso vir a ser...para a vidente que me dá um futuro em que pensar, que comigo conseguiu conversar e a conselhar na maneira de olhar...tudo e todos...para essa pessoa sabia, que me ajudou a aprender a viver, um ensinamento que por vezes me falha, mas está sempre sob meu corpo para me amparar, para me segurar, para me continuar a levitar até eu sem querer a largar...porque pensei que ela não me ia soltar!...para aguém a quem peço imensa desculpa, por qualquer coisa...alguém, tu :)

para alguém que não eu, mas tu, que sabes quem és...
quem for, sabe...quem sabe, não é...para essa pessoa, um enormissimo e carinhoso, com muita saudade, bj***

Nuno Loureiro.

quinta-feira, junho 08, 2006

I woke up today in London
As the plane was touching down
And all I could think about was Monday
Maybe I`d be back around
If this keeps me way much longer
I don`t know what I would do
You´ve got to understand it`s a hard life,
that I`m going through

And when the night falls around me
And I don`t think I`ll make it through
Ill use your light to guide the way
All I think about is you

L A is getting kind of crazy
And New York is getting kind of cold
I keep my head from getting lazy
I just can`t wait to get back home

And all these days I spend away
Ill make up for this I swear
I need your love to hold me up
When it`s all to much to bear

And when the night falls around me
And I don`t think I`ll make it through
Ill use your light to guide the way
All I think about is you

And all these days I spend away
Ill make up for this I swear
I need your love to hold me up
When it`s all to much to bear

And when the night falls around me
And I don`t think I`ll make it through
Ill use your light to guide the way

All I think about is you!!..

3 doors down, Landing in London

sexta-feira, junho 02, 2006

Meine zeit...keine...-_




Porque existimos??...uma pergunta que, envolvendo muitas outras, nunca me ira se respondida... Existimos para procriar, segundo os outros de oculos e bata...mas ha quem nunca tenha ido para a cama com esse fim... E se nao eh nosso o fim que assumimos...nao eh nosso, simplesmente!
Outros dizem que nao ha mais ng para alem de nos, que os outros sao mormente um rol exagerado de actores que connosco participam e nos ajudam nesta peça teatral, neste filme de "bollywood", neste livro de acçao cientifica que chamamos vida...
Nao sei, digam-me o que disserem, nao me vao convencer. Depois ha os outros que me afirmam a existencia por insistencia dos outros......ok....
Bem, nao obstante, a vida passa-nos ah frente dos olhos de tal maneira que nao podemos sequer considerar um objectivo nosso ã prosseguir. 80 anos nao chegam...uma criança consciencializa-se do mundo por volta dos 13/14 anos, altura pela qual esta em escolaridade por cumprir...quando termina os estudos, sem tempo quase para ser criativo, inicia-se a fase mais engraçada...o trabalho! trabalhamos todos os dias, suamos por dinheiro no final do mes e desse ainda nos descontam algum para quando formos velhos...lah videntes eles sao, ou nao sei como eh que nos vem chegar tao longe...posso do exposto dizer que aqui so os "velhos ricos" (ja que antes eram novos ricos, e como era dantes, o tempo passou e a tecnica tornou-se velha) tem certo amount de tempo para poder conseiderar a vida a tomar no proximo ano...
no entanto, e continuando cronologicamente, nem em velho apetece pensar em nada...Porquê?!?! nao vamos ser nos a concretiza-lo, raios me partam!! vamos faze-lo pelos outros?! duvido enormemente...nem por nos fizemos muitas coisas ao longo da vida...

resumindo e concluindo...venham mais ricos para ver se tem ideias a tempo de as concretizar...e pensem em algumas, porfavor!!!


Nuno de Sá Lemos
02/06/06; 13:15

quinta-feira, abril 20, 2006

-_Cansaço?_-


Cansado! Fisica e psicologicamente. Parece que uns dias de ferias nao curma nem um morto do maior mal que agora me atinge... Cansaço!
Adoro o stress da vida, da minha vida. Por vezes, nao é nenhum, mas eu tenho que o criar para ter mais vontade de continuar. Cada vez mais unattached, cada vez mais livre, cada vez mais consciente da vida e da vida e da vida. Cada vez e cada vez mais, me sinto eu eu e eu. Não posso negar que ainda tenho muito que aprender. O que me falta não é vontade, mas me apercebo que é opotunidade. Cada vez mais me preocupe em me envolver com pessoas, em projectos que não os que já tenho para a minha vida, cada vez em sinto com mais vida, energia, vontade de tudo e de todos. Agradeço a todos aqueles que me ajudam a manter esta vontade de fazer as coisas... e repugno quem me quer deitar abaixo.
Consequentemente à minha cada vez tomada de consciência do mundo, cada vez mais me considero odiado por mutios, mas amado por muitos mais. Mas a luta contra aqueles que me odeiam eh em muito suplantada pelo amor que me é transmitido por aqueles que me querem.

Mas mesmo assim, apesar deste cansaço, sinto que sinto o que sinto.... e sinto-me com uma crescente vontade de ter vontade de tudo e todos os mais!! E é isto, só isto que me dá a vontade de continuar...por outros e por mim.

Nuno Loureiro.

quarta-feira, abril 19, 2006

Le bleu de tes yeux :)...



Lorsque je lève les yeux,
Je rencontre le ciel
Et je me dis :Mon Dieu,
Mais c'est sensationnel,
Tant de bleu.
Lorsque je lève les yeux,
Je rencontre tes yeux
Et je me dis : Mon Dieu,
C'est vraiment merveilleux,
Tant de bleu.
Plus bleu que le bleu de tes yeux,
Je ne vois rien de mieux,
Même le bleu des cieux.
Plus blond que tes cheveux dorés
Ne peut s'imaginer,
Même le blond des blés.
Plus pur que ton souffle si doux,
Le vent, même au mois d'aout,
Ne peut être plus doux.
Plus fort que mon amour pour toi
La mer, même en furie,
Ne s'en approche pas.
Plus bleu que le bleu de tes yeux,
Je ne vois rien de mieux,
Même le bleu des cieux.
Si un jour tu devais t'en aller
Et me quitter,
Mon destin changerait tout à-coup
Du tout au tout.
Plus gris que le gris de ma vie,
Rien ne serait plus gris,
Pas même un ciel de pluie.
Plus noir que le noir de mon cœur,
La terre en profondeur
N'aurait pas sa noirceur.
Plus vide que mes jours sans toi,
Aucun gouffre sans fond
Ne s'en approchera.
Plus long que mon chagrin d'amour,
Même l'éternité
Près de lui serait court.
Plus gris que le gris de ma vie,
Rien ne serait plus gris,
Pas même un ciel de pluie.
On a tort de penser, je sais bien,
Aux lendemains.
A quoi bon se compliquer la vie
Puisqu' aujourd'hui...
Plus bleu que le bleu de tes yeux,
Je ne vois rien de mieux,
Même le bleu des cieux.
Plus blond que tes cheveux dorés
Ne peut s'imaginer,
Même le blond des blés.
Plus pur que ton souffle si doux,
Le vent, même au mois d'aout,
Ne peut être plus doux.
Plus fort que mon amour pour toi
La mer, même en furie,
Ne s'en approche pas.
Plus bleu que le bleu de tes yeux,
Je ne vois que les rêves
Que m'apportent tes yeux...
Edith Piaf et Charles Aznavour

segunda-feira, março 27, 2006

Eu existo porque sinto que outros insistem que eu exista!


"Eu existo porque sinto que outros, para além de mim, insistem que eu exista =)."

E é com esta genial cotação que eu começo este meu próximo post... Bem, pode ser um pouco self-centred mas é pura verdade. Quando estamos em baixo, temos quem nos ajude. E esse alguém diz que somos precisos (para além do João, que me dá um poema intitulado de "Se te queres matar, porque nao te matas?" :p, muito bonito, não obstante). Para quê? Para nos sentirmos melhor, para não sentirmos responsabilidade sobre os ombros? Para não dizermos que não fizemos nada por evitar que descesse ainda mais? Para que os outros não perguntem o porquê de não teres feito nada?. Tudo isto...mas muito mais. A simples e pura amizade faz com que nós sintamos que podesmo....não, temos que continuar a lutar! Como uma grande amiga minha me disse um dia, "acordar todas as manhãs com um sorriso na cara..."não é complicado, muitas vezes hipócrita, mas ajuda muito a continuar o dia em pé :).

Posso parecer cinico, já disse mal desses laços. Mas não posso negar o que sinto agora. A amizade, o amor, o interesse (ainda :) ), continuam a fazer com que eu me levante todos os dias com o tal sorriso na cara. E porquê? Por tua causa, por minha causa. Porque sinto que outros insistem, como eu, que eu exista. Bonita frase de facto, a sua genese vai ser reconhecida pelo seu coautor.

Mas eu viom aqui falar de uma grande descoberta minha. A descoberta da felicidade. Nunca me senti tao bem e confortavel na minha curta, mas experimentada, vida. Um conforto do bem estar puro e simples. Algo indescritivel, mas legivel em palavras. Posso dizer que estou bem com a vida porque ela está bem comigo. Enquanto isso, vou sorrir para ela...

O que me assola, é o medo de tudo isto poder desmoronar, com o mais falso dos passos que eu possa dar. Um medo não muito grande, mas crescente. Cada vez mais, por cada dia que passa, com a pessoa de quem gosto, com as pessoas de quem gosto... Um temor, um horror, um pavors, um receio....mas pequeno. Ainda é pequeno, mas tenho medo que venha a crescer, a crescer de tal maneira que, quando explodir, me queime, me fira para todo o resto da minha vida...

Não penso assim, mormente escrevo o que sinto. E se o que escrevo nao é o que penso, mas o que sinto....então, o que será que nós pensamos?

Levanto-me todos os dias, e dou o tal sorriso. Animo-me grandiosamente! Apesar de tudo, vivo todos os dias com o último! Vivo cada vez mais feliz, não receando o que poderá vir ou ir! Vivo a viver, e foi isto que nunca me arrependi de aprender!

A vida é linda, por isso não percas tempo a ler este post ;)

A quem me ensinou a viver...portanto, todos vocês!
Nuno de Sá Lemos
09:57; 27/03/06